O que vale mais: a experiência ou vontade de aprender?

Atualizado: 30 de Out de 2020


É normal as empresas procurarem por pessoas com melhor desempenho no processo seletivo. Contudo, vem a pergunta: o que é mais valorizado nesse processo, a experiência de muitos anos atuando ou a velocidade de aprendizagem e execução das tarefas? Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

A convivência entre as gerações Atualmente, no mercado de trabalho existem diferentes perfis profissionais atuando lado a lado. Temos os baby boomers (nascidos entre os anos de 1940 a 1960) e a Geração X (entre 1960 e 1980), os quais valorizam mais a segurança e estabilidade financeira. Em contrapartida, encontramos a Geração Y ou millennials (entre 1980 a 2000), preocupados com causas sociais e comprometidos com os próprios valores. Nesse contexto, o executivo e professor de MBA na Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi explicou melhor as distinções dos perfis. Veja: Profissionais experientes – vieram ao mundo a partir dos anos 60, possuem experiência e sabedoria a seu favor, pois passaram por acontecimentos políticos e históricos. Por isso, são mais fiéis ao emprego e possuem muita resiliência. Colaboradores recém-chegados ao mundo corporativo – em geral, já cresceram com a transformação digital, são hiperconectados e multitarefas. Logo, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo com rapidez e priorizam experimentar novos desafios. Para o professor, o importante no encontro de gerações dentro do ambiente corporativo é haver integração. “Fazer as habilidades e costumes dos indivíduos se complementarem, pois a longa vivência e conhecimento dos veteranos pode motivar o aprendizado dos novatos. O jargão ‘ouça os mais velhos’ parece clichê, mas não é. Essa ligação gera um resultado positivo para os dois grupos”, explica. Além da questão da idade, os pilares de raça e de gênero ainda enfrentam grande resistência pelas instituições, dificultando a mudança no cenário da desigualdade. Outro impasse é o viés inconsciente de afinidade, pois ele traz a tendência de aproximação de pessoas semelhantes. Esse também é um fator propulsor de homens brancos, a maioria nos cargos de liderança, a contratarem e promoverem somente outros iguais. Em vista disso, o Nube fez uma pesquisa e perguntou para 25.505 participantes se as companhias estavam preocupadas com a diversidade e inclusão. De acordo com o estudo, 37,69% disseram “sim, mas ainda podem melhorar muito”. Isso é uma boa esperança, pois apenas 4,15% afirmaram “nem um pouco, a maioria apenas fala e não faz nada”. A diversidade é uma grande chave de sucesso para os negócios Segundo o líder de projetos em sustentabilidade, diversidade e inclusão na MCM Brand Group, Raphael Pagotto, a exclusão mata e a segregação marginaliza. Já a inclusão transforma. Assim, a diversidade garante a continuidade da vida. Em especial, nos últimos meses, o contágio despertou a consciência da importância de uma cadeia de valor e qual o nosso protagonismo como agentes de mudança. Contudo, ainda estamos lidando com a realidade sem alterar a perspectiva.


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